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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Metal sinfônico: os 10 melhores segundo o TeamRock

Durante anos, o metal sinfônico foi um gênero que não ousou honrar seu nome. Com suas letras temáticas de fantasia e orquestrações, o estilo era uma espécie de trilha para Dungeons & Dragons com narração de Andrew Lloyd Weber.
Mas nos últimos anos o symphonic metal tem passado por uma reabilitação radical aos olhos do mainstream, ao ponto de um dos ícones do estilo, o Nightwish, explorar as teorias de um cientista do nível de Richard Dawkins em seu disco mais recente.
Abaixo estão os melhores álbuns pra você mergulhar no gênero, em ordem cronológica.
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Blind Guardian
Nightfall in Middle-Earth (1998)
Embora alguns possam afirmar que os alemães tem mais em comum com o power metal, o Blind Guardian também merece um lugar de destaque quando falamos de metal sinfônico, graças, em grande parte, à forma como compõe e organiza suas músicas. O universo criado por Tolkien fornece um banquete medieval intercalado por sonoridades folk, com interlúdios encaixados sob medida para ilustrar o enredo. Uma grande ópera do metal!
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Rhapsody
Symphony of Enchanted Lands (1998)
Poucos álbuns foram capazes de alcançar uma união tão limpa e afinada de sons orquestrais e heavy metal quanto "Symphony of Enchanted Lands". O impacto foi tamanho que a banda acabou ganhando um fã famoso, Christopher Lee. O disco equilibra em partes iguais influências de Conan O Bárbaro e peças clássicas emblemáticas. Os italianos nunca soaram melhor!
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Haggard
Awaking the Centuries (2000)
O Haggard pode ser desconhecido para os fãs casuais de metal sinfônico, mas os alemães estão na ativa desde a década de 1990, embora no início a banda trilhasse pelo caminho do death metal. Enquanto a grande maioria das bandas tende a utilizar os teclados para conseguir o efeito orquestral, o Haggard prefere manter a coisa real, com um line-up que é praticamente uma porta giratória de músicos empunhando instrumentos medievais tradicionais como se fossem armas.
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Symphony X
V: The New Mythology Suite (2000)
Vindo de New Jersey, o Symphony X tem misturado música sinfônica, neoclássica e power metal com elementos progressivos por mais de duas décadas, criando algumas das músicas mais marcantes do gênero. Este disco é uma peça conceitual que lida com a história do continente perdido de Atlântida, mitologia egípcia antiga e possibilidades antropológicas, tudo embalado por influências de Verdi, Mozart e Bach, entre outros.
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Therion
Secret of the Runes (2001)
O Therion segue soando original e - os puristas querem que você acredite nisso - o melhor de todos os nomes do metal sinfônico. Nomeado em homenagem ao segundo disco do Celtic Frost, "To Mega Therion", os suecos seguem as diretrizes do multi-instrumentista Christofer Johnsson desde 1987. Enquanto alguns exploram determinadas nuances específicas do gênero, o Therion segue fiel al estilo em sua essência - e isso, acredite, é lindo!
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After Forever
Decipher (2001)
Segundo álbum deste pioneiro e muito comentado grupo holandês que existiu entre 1995 e 2009, que em sua turnê contou com instrumentos clássicos ao vivo e um coro completo para complementar a voz da soprano Floor Jansen (hoje, como você sabe, no Nightwish). Pouco tempo depois, o guitarrista Mark Jansen saiu fora e levou seus vocais guturais para a sua próxima banda, o Epica. Passados 15 anos, os arranjos grandiosos do disco ainda soam magistrais.
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Within Temptation
The Silent Force (2004)
Três discos e os holandeses do Within Temptation começaram a se destacar logo no início de sua carreira, estabelecendo um estilo sinfônico que se tornou ainda mais atraente com a voz irresistível e a presença de palco de Sharon den Abel. Mais tarde a banda iria incluir elementos góticos em sua sonoridade, até chegar a uma lamentável associação com o rapper Xzibit. O Within Temptation lançou discos que venderam mais que "The Silent Force", embora seja de se duvidar que a banda tenha composto uma música melhor que “Stand My Ground”.
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Kamelot
The Black Halo (2005)
"The Black Halo" foi o sétimo disco desses norte-americanos. O álbum é a conclusão de duas peças conceituais inspiradas em Fausto, obra emblemática de Goethe, e retoma o caminho onde o predecessor Epica havia parado dois anos antes. Faixas como “The March of Mephisto”, “When the Lights Are Down” e “The Haunting (Somewhere in Time)” estão entre os melhores momentos da carreira da banda.
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Nightwish
Dark Passion Play (2007)
O debate sobre os méritos das três vocalistas que passaram pelo Nightwish provavelmente irá levar às reações raivosas de sempre, embora a atual frontwoman Floor Jansen seja provavelmente a melhor. "Dark Passion Play" pode trazer a cantora menos popular do grupo finlandês, Anette Olzon, mas é o seu melhor conjunto de músicas, com a abordagem melódica da sueca soando perfeitamente adequada ao material. Na verdade, de “Bye Bye Beautiful” até os 14 minutos de “The Poet and the Pendulum”, o disco é quase perfeito.
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Epica
The Quantum Enigma (2014)
Este banda finlandesa tem desenvolvido um papel crucial na evolução do metal sinfônico através de uma série de lançamentos consistentemente impressionantes, mas com "The Quantum Enigma" - seu sexto álbum de estúdio - o Epica elevou tudo a um nível diferente, contratando um coro de câmera e uma orquestra de cordas para melhorar as belas faixas, que já eram uniformemente fortes. Coloque a mezzo soprano ruiva Simone Simons na jogada, e o resultado beira um abalo sísmico.
Por Dave Ling, do TeamRock
Tradução de Ricardo Seelig
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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Korn: O new metal mais pesado da banda.


 Feito por Rafael Sabara


 Desde da volta do  guitarrista Brian a formação quase original da banda ( Tirando o baterista Ray Luzier)
o korn voltou a ter o new metal com  peso mais forte que o álbum anterior The Paradigm Shift
com o novo álbum  The Serenity of Suffering mostrando que a banda tem muito o que tocar ainda.
Começando com Rotting In Vain que vem fazendo sucesso com som pesado de todos os instrumentos
e com clipe com a participação do ator de Hollywood Tommy Flanagan, o Chibs da série Sons of Anarchy.
Insane vem seguindo a mesma linha da primeira faixa com a mesma intensidade e peso que a banda sempre mostrou.
 A Different World vem com a participação do Corey Taylor ( Stone sour,Slipknot),com um clipe sinistro feito somente com bonecos.Take me ganhou um videoclipe mostrando que o korn voltou com todo o peso e  também com as letras realistas de Jonathan Davis.
As outras faixas do disco Black Is the Soul,The Hating,Everything Falls Apart, Die Yet Another Night,
When You're Not There, Next in Line e Please Come for mostra que o new metal não esta morto
e que ainda tem o peso que mostra como no passado,com esse novo disco do korn mostra que esse gênero de metal não ira ser esquecido tão cedo.
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sábado, 29 de outubro de 2016

Lacuna Coil: Voltando as raizes



Lacuna Coil é uma banda italiana mundialmente famosa pelo dueto entre os seus dois vocalistas
Cristina Scabbia e Andrea Ferro e suas letras tendo como temas o imaginário gótico foram ao todo 7 álbuns
e com o passar do tempo migraram para o metal alternativo.
Desde da saída de seus dois membros  o guitarristas Cristiano Migliore,e o baterista Cristiano Mozzati e apenas usando um guitarrista a banda não parou e lançou o álbum Delirium que trás de volta as origens da banda

The House Of Shame- Começa com a voz brutal do vocalista e depois com o som pesado dos demais integrantes
destaque para a Cristina que continua cantando bem

Take Me Home- A canção começa de forma sinistra com crianças cantando de um jeito sombrio, o novo baterista Ryan Blake Folden mostra todo o seu potencial e também o guitarrista Daniel Sahagún com todo peso dos riffs

Delirium - A faixa titulo do álbum começa com um belo som e com a linda voz de Cristina e o
backing vocal do andrea,é uma faixa grudenta e viciante

Ghost Of The Mist - Uma das faixas mais pesadas do disco com a guitarra e a bateria entrando com
o todo peso e o vocal brutal do Andrea e com a leveza Da Cristina

Downfall - Começa de uma maneira lenta mas depois entra com grande incluindo nos vocais

Ultimate Radio - Começa com a rapidez da bateria e mais uma vez o vocal do Andrea parece
mais potente e cheio de gritos,parece uma musica de death metal e tem a parte lírica
da Cristina o que deixa a faixa muito boa e pesada.

You love Me Cause I Hate You -É uma musica que começa de uma maneira lenta e depois entra
com todo o peso dos instrumentos essa é uma das faixas pesadas do disco

Claustrophobia - Uma canção pegajosa cheia de bons riffs e boa sincronização

Blood,Ters,Dust - Uma faixa muito pesada com destaque o teclado sendo tocado
junto com a guitarra uma das marcas da banda

Broken Things - Outra faixa faixa pesada do disco essa se destaca pelo vocalista andrea mostrando
que a banda poderia ter explorado o uso de voz pesada dos discos anteriores

My Demons - Uma boa faixa com grande peso e o baixo sendo perfeitamente usado e a guitarra
sendo usado com tudo,bons riffs e um bom solo.

O álbum tem mais duas faixas bônus que se destacam Breakdown e Bleed The Pain e incluindo
Live to Heel ( um cover da musica da Madonna). LacunaCoil surpreendeu os fás com Delirum um

Feito por Rafael Sabara
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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Power metal: os 10 discos essenciais segundo o TeamRock

O que o power metal significa para você? A TeamRock publicou uma lista com os dez discos essenciais na opinião de sua equipe, e as escolhas são um ótimo ponto de partida para a discussão sobre o estilo, que no Brasil é mais conhecido pela alcunha de metal melódico.
Pegue a sua espada, vista a sua armadura e confira o top 10 do gênero segundo os caras. E mais duas coisas: confira a nossa playlist sobre o estilo e, como você irá discordar do top 10, faça algo mais produtivo do que apenas reclamar das escolhas e poste o seu top 10 nos comentários.
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Abaixo, os 10 essenciais do power metal segundo a TeamRock, que optou por citar apenas um título de cada banda.
10 Nocturnal Rites - Grand Illusion (2005)
09 Dragonforce - Inhuman Rampage (2006)
08 Riot - Thundersteel (1988)
07 Sonata Arctica - Winterheart’s Guild (2003)
06 HammerFall - Glory to the Brave (1997)
05 Stratovarius - Visions (1997)
04 Lost Horizon - Awakening the World (2001)
03 Kamelot - Epica (2003)
02 Blind Guardian - Nightfall in Middle-Earth (1998)
01 Helloween - Keeper of the Seven Keys Part II (1988)

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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Progressivo: as dez capas de discos mais marcantes

Vejamos quais as escolhas feitas por Sid Smith para a Team Rock das dez maiores capas de discos progressivos, em matéria que pode ser conferida na íntegra no link a seguir, com comentários em inglês.
10 - Caravan – "In The Land Of Grey And Pink" (1971)
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09 - The Nice – "Elegy" (1971)
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08 - The Moody Blues – "A Question Of Balance" (1970)
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07 - Hawkwind – "In Search Of Space" (1971)
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06 - Rush - "Hemispheres" (1978)
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05 - Genesis – "Nursery Cryme" (1971)
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04 - Emerson, Lake & Palmer – "Brain Salad Surgery" (1973)
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03 - Yes – "Fragile" (1971)
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02 - Pink Floyd – "Wish You Were Here" (1975)
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01 - King Crimson – "In The Court Of The Crimson King" (1969)
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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Sonata Arctica: Mostrando como se faz um bom disco com som leve.

Resenha feito por Rafael Sabara


Sonata Arctica voltou com mais um lançamento Tony Kalko e companhia.
pegaram estrada e foram gravar em estudos diferentes na Filandia
( como fizeram em Pariah`s child) mixado mixado Studio57 em Alaveteli,com a linda capa do the Ninth Hour falando sobre o futuro do planeta.
Mesmo não sendo uma volta as origens o disco tem boas faixas como o CloseTo An Animal e Life mostrando o talento do tecladista Henrik Klingenberg e do Tony
mesmo tendo poucos da guitarra do Elias Viljanen ambas as faixas não deixam de ser
boas musicas.
Fairytale e Fly,navigate Communicate é para os saudosos fãs da banda que sentiram falta
da velocidade da guitarra e o peso da bateria mostrando que não apagou o power metal
no começo de suas carreiras.
Já  Cande Flaws,Among the Shotting Stars e We are What we are mostra o lado mais leve
da banda.com ritmos bem lentos mas com uma boa melodia em ambas as faixas.
Para encerrar o álbum vem a continuação de uma faixa antiga da banda o White peral,Black Oceans
continuação da primeira parte ( Do álbum Reckoning Night) encerrando com uma linda letra
a historia da canção.
Essa não pode ser o disco mais pesado dos finlandeses mas não desaponta em desagradar os ouvintes
que espera mais das belas composições do Sonata Arctica.

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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Almah: E.V.O o álbum mais melódico da banda









Desde de  saída do Angra o vocalista Edu falaschi deu vida ao seu projeto almah,lançando
bons álbuns a banda ganhou espaço e agora anda fazendo shows de sucesso tanto no Brasil quanto no
exterior
Mesmo com a mudança de sua formação com a entrada Diogo Mafra e do baterista Pedro Tinello
eles voltam com o seu mais novo trabalho E.V.O um álbum conceitual sobre a era de aquarius com letras
cheio de positivismo.
Agora vamos falar da faixa desse novo disco.


Age of Aquarius- A musica começa com a bela introdução do violino seguido pelo piano,o destaque
fica na melhora da voz do edu alçando boas notas altas o riff pesado do guitarrista Marcelo Barbosa, Diogo Mafra e do baterista Pedro Tinello,uma boa escolha para o single do álbum

Pleased To Meet You- O segundo single começa com a entrada do forte da bateria e mais uma
do teclado ( tocado pelo edu) aparecendo mais forte dos que dos álbuns anteriores,todos os
instrumentos estão sendo bem executados

Speranza- A canção começa com Edu mostrando que ainda tem potencia na sua voz mesmo não
podendo fazer os grandes agudos quando fazia nos seus tempos no Angra,o destaque fica com
o coral de crianças e do do guitarrista Marcelo.


Higher- Uma grande entrada pesada na guitarra e do baixo,cheio de peso,por isso considerado.
como uma das mais pesadas de E.V.O

The Brotherhood- A balada costumeira da banda com uma bela entrada seguindo pelo uso do piano
e do violão

Innocence- Uma outra grande faixa pesada no álbum com mais uma vez Marcelo mostrando sua
Tecnica e peso na guitarra e dos efeitos do teclado e também o baixo do Raphael Drafas
aparecendo mais forte do que dos álbuns anteriores

Infatuaded- Essa faixa tem uma pegada pop com o ritmo bem leve e sem muito peso,isso não quer
dizer que ela é ruim pelo contrario a faixa é boa pra quem gosta desse tipo de som.

Coporate war- A volta do pesos dos guitarrista Marcelo e Diogo Mafra e também da voz
grave e lírica do edu Falaschi

Capitan Pushiment- Essa faixa se destaca pelos bons riffs e solos dos dois guitarristas
e pelo belo uso do teclado e pela mensagens de uma mulher

Indigo- Uma outra grande musica destacando o baixo e com o vocalista Edu mostrando
que ainda tem  muito o que cantar com toda a sua potencia assim como na guitarra e no teclado

Final Warning- uma musica experimental da banda que tem uma pegada metal sinfônico e
progressivo cheio de peso nas duas guitarras.

Para quem é fá do Edu e quiser matar a saudade dos tempos dele do Angra recomendo que os esse
belo álbum do almah E.V.O

O Almah é Formado por




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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Whitesnake: Uma pancada atrás da outra em Curitiba

Resenha - Whitesnake (Live, Curitiba, PR, 30/09/16)

Após a modesta apresentação abrindo show para o Aerosmith em 2013 aqui em Curitiba, o WHITESNAKE retornou à nossa fria capital (que por sinal no dia do show estava em torno de 12 graus) com o show GREATEST HITS.
Uma longa fila já se formava ao lado de fora do local (hoje chamado Live, antiga FÓRUM) às 19h. Show marcado para às 22h.
Fiquei feliz em ver meus "irmãos" (ainda sobreviventes ao tempo) com seus cabelos compridos, camisetas de bandas e copos na mão. Grande maioria do público já com mais idade, como eu (enfim, a banda já tem quase 40 anos) mas também senti alegria em ver muitos moleques na fila, isto prova que o rock ainda está atravessando gerações.
O erro na identificação nas filas na hora da entrada causou um pouco de confusão.
O antigo "calabouço" na frente do palco, local mais frequentado por aqueles como eu, que sempre chegam por primeiro para ficar de frente ao palco, agora está com nova nomenclatura: "PISTA VIP", um mero subterfúgio para cobrar R$250,00 temers pelo local e deixando muitos outros fãs longe dos ídolos, assistindo-os de baixo da pista superior. Convenhamos, assistir um show debaixo de um mezanino? Ninguém merece!
Próximo às 22h vários técnicos se reuniram diante da pedaleira do mestre JOEL. Acenderam lanternas, fuçaram, conversaram e não chegaram a conclusão alguma.
A última música do set mecânico já estava se repetindo pela 4a vez (My Generation - THE WHO) e os técnicos de cabelos em pé.
Enfim, às 22:10h as luzes se apagaram e os gritos ecoaram!!
Mr. DAVID COVERDALE invadiu o palco batendo seu indicador no seu relógio imaginário e dava pra ler em seus lábios: I'm sorry, I'm sorry! (isso sim é respeito pela pontualidade).
A abertura se deu com BAD BOYS.
Em sua nova formação, o grande destaque fica para TOMMY ALDRIGE, que no alto dos seus 67 anos, tocou como nos anos 90. Desceu o "porrete", solou (com direito ao velho solo com as mãos) e no final jogou as baquetas para o público (que bateu na mão do irmão mas foi pega por alguém do lado dele, maldição!!).
O segundo destaque fica para o substituto de DOUG ALDRICH, Mr. JOEL HOESKTRA. Este jovem sr. surpreendeu. Toca demais! Bela presença de palco, cabelo estilo "JONH SYKES", desempenho TWO HANDS perfeito, sempre sorrindo e com direito a pose agachado quando solava! Tecnicamente muito bom! Boa escolha na difícil decisão de substituir um grande guitarrista como DOUG.
O baixista MICHAEL DEVIN também merece elogios. Com um Rickenbacker desgastado (muito bonito), tocou, solou e dividiu vocais em horas mais difíceis para COVERDALE (verdade! ele cobriu o mestre em algumas partes e ainda cantou a parte de GLENN HUGHES em BURN). Não nos deu o privilégio de ouvi-lo tocando harmônica.
REB BEACH cumpriu seu papel como sempre mas achei que ficou distante, tecnicamente falando, de JOEL.
O novo tecladista, assim como todos os outros que passaram pelo WHITESNAKE (exceção para JOHN LORD é claro!) fizeram seu papel e poderia até ter ficado nos bastidores tocando que ninguém sentiria falta. Não solou, não apareceu e limitou-se a apenas ser apresentado: On the Keyboards - Mr MICHELLE LUPI. Apesar de ótimo músico, bons backings vocals, ficou escondido pelo encanto da banda e do desempenho dos outros músicos.
Sobre COVERDALE, sempre simpático, trajado com suas camisas e calças decoradas com logos da banda, ainda cantando bem, não mais como antes mas ele é DAVID COVERDALE, poderia até fazer playback que já seria suficiente.
Um amigo que viaja com o SCORPIONS me disse que esta é Farewell Tour dos SNAKES. Tomara que tenha falado bobagem (uma abraço irmão!!)
O set, como esperado, somente os clássicos dos anos 80 e 90. Uma pancada atrás da outra. Segue o set:
Bad Boys
Slide It In
Love Ain't No Stranger
The Deeper the Love
Fool for Your Loving
Ain't No Love in the Heart of the City
Judgement Day
Slow an' Easy
(guitar solo)
Play Video
Crying in the Rain
(drum solo)
Is This Love
Give Me All Your Love
Here I Go Again
Encore:
Still of the Night
Burn
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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Legião Urbana: Canções ótimas e ainda relevantes

O ano de 1996 seria um ano traumático para os fãs de Legião Urbana ou de rock nacional em geral. Em 11 de outubro daquele ano, Renato Russo seria mais um a se despedir desta vida, vítima da Síndrome da Imune Deficiência Adquirida (como foi chamada no início dos anos 90) ou se você quiser, AIDS. Um dos maiores compositores do BRock perderia sua luta contra a doença. Sua ausência na divulgação do último disco – “A Tempestade Ou O Livro dos Dias” – era sentida pelos meios de comunicação por conta das peculiaridades que envolviam um novo álbum da Legião Urbana. A foto de Renato no encarte se refere ao seu trabalho no disco em que cantou alguns clássicos em italiano.
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Nem Renato e nem a banda curtiam todo o processo pós gravação, a saber: gravação de clipe, lançamento de single, entrevistas para rádio, jornal e televisão. O grande problema é que o verborrágico Renato Russo quando falava do seu trabalho, também falava de cinema, situação política do Brasil, literatura, mundo gay… Ele cansou de dizer que não tinha respostas pois não sabia quais eram as perguntas. O carioca, que teve identificação forte com a capital federal, estava recluso e os outros membros da banda não se pronunciavam sobre a ausência do músico. Burburinhos corriam à boca pequena que Renato estava doente, mas ninguém sabia se era crônico ou mais uma recaída do músico que tinha problemas de alcoolismo e dependência química.
Consagrada, a banda vinha de uma turnê bem sucedida do bom disco “O Descobrimento do Brasil” (1993), que por onde passou levou multidões à ginásios e estádios. A Legião Urbana não gostava de shows, mas fazia questão de tornar os espetáculos inesquecíveis para o seu séquito de seguidores. Mesmo dizendo-se tímido, Renato e os músicos no palco faziam versões longas de clássicos como “Ainda É Cedo“, “Perfeição” (com direito a citação de Nirvana), “Teatro dos Vampiros“, pra citar alguns. A palavra “catarse” era usada aos borbulhões nas matérias cobrindo os shows da banda por todo o Brasil.
Nem a experiência traumática da banda em Brasília, durante a turnê do disco “Que País É Este” (1987), onde centenas de pessoas ficaram feridas, após uma confusão entre público e polícia, fazendo até com que surgisse uma pequena mas significativa campanha para que o grupo não retornasse à sua terra natal, fez com que seus fãs ao redor do país desistissem das parcas turnês. O tour do disco “V” (1991), por exemplo, foi interrompido abruptamente por Renato mergulhado em uma das suas crises. Renato era uma bomba relógio; pronto para fazer o que todo detonador está disposto a ser. Um dia puxaram o pino.
Uma comoção tomou conta do Brasil, em mesma proporções como acontecera com Cazuza no ano de 1990. A diferença primordial é que Agenor de Miranda Araújo Neto dera uma entrevista histórica para revista Veja falando da sua condição de soropositivo e como estava enfrentando a doença. O co-autor de “Codinome Beija-Flor” e “Brasil” trabalhou durante a turnê de discos importantes do rock brasileiro feito naqueles dias. “Ideologia“, “O Tempo Não Para” e “Burguesia“, além de fotografias fiéis de um Brasil se colocando em um período decisivo de redemocratização, também apresentavam um letrista ácido, menos formal e em alguns momentos, muito mais visceral do que Russo. Renato escondeu a doença até o dia de sua morte e sua aflição só seria amplamente noticiada através dos especiais de TV e inúmeras entrevistas concedidas por sua mãe, além de Dado e Bonfá.
Em um ambiente de muita dor e profunda tristeza pelo estado de saúde em que Renato Russo já estava, “A Tempestade Ou o Livro dos Dias” nasceu nos estúdios da casa do tecladista Carlos Trilha. A banda (e as pessoas que sabiam da situação de Renato) desconfiavam que aquele poderia ser o canto do cisne. Por isso, somando as canções deste álbum mais “Uma Outra Estação” (que na verdade são sobras das gravações de “A Tempestade”), temos 30 faixas. Entre canções em formato demo, homenagens ao período que os integrantes moravam em Brasília e canções nunca registradas pela banda, a Legião Urbana entregou um disco que “pouca gente quis ouvir”.
Tal afirmação se dá pela quantidade de ótimas canções contidas neste disco e até hoje pouco reverenciadas pelo grande público. Não só isso. Em “A Tempestade…”, dentro do estúdio, a banda finalmente achou um som mais contemporâneo e menos sujo do que os álbuns anteriores. Se a bateria de Marcelo Bonfá sempre pareceu sem peso e força, neste álbum vemos o músico fazendo o seu melhor trabalho, onde é clara sua participação na ideia dos arranjos e em um som mais “gordo” e encorpado à cama de teclados de Trilha e às delicadas (e belas) linhas de guitarra de Dado Villa-Lobos. Se o público tinha uma predileção pela banda como porta-voz de uma geração e convicções políticas, tendo Renato ganhado a alcunha de “Messias” em vários campos midiáticos, musicalmente o grupo fora pouco respeitado. Mesmo que todos soubessem que a maior inspiração da banda sempre fora o pós-punk dos anos 70 da Inglaterra.
Em “A Tempestade Ou O Livro dos Dias” temos uma banda mais afiada logo na primeira canção. “Natália” é um rock sujo, de baixo marcante (tocado por Renato, um hábil baixista), com melodias que denunciam alguma semitonação em vários momentos. Russo está fraco e a voz debilitada. Percepções para qualquer um que tem uma boa audição e melhor percebida com um ótimo par de headphones. Teríamos uma nova sessões de catarse se a faixa abrisse a turnê deste álbum.
“L´Aventura” tem o lirismo como sua maior arma, além da harmonia pouco usual do trio. A banda se utiliza de inversões que notabilizam (e sublinham) muitas das boas tiradas textuais de Russo. Conforme falei, na faixa, o violão de Dado aparece com desenvoltura, acompanhado de um baixo modal (que parece ser programado) e a bateria seca e precisa de Bonfá. Além de cordas e os strings arranjados por Carlos Trilha, colaborador de Renato em seus trabalhos solos e tecladista da banda desde a turnê de “O Descobrimento do Brasil”. O verso “Triste é coisa é querer bem a quem não saber perdoar, acho que sempre lhe amarei, só que não lhe quero mais. Não é desejo, nem é saudade. Sinceramente nem é verdade“, é uma das grandes mostras que Renato, apesar de debilitado, ainda sabia trabalhar com poucos na musicalidade do seu próprio texto, medindo bem as antíteses e emprestando a melancolia necessária à canção.
“Música de Trabalho” tem de interessante a ousadia pouco vista nos trabalhos de Dado Villa-Lobos nos discos da Legião Urbana. O músico belga se utiliza de outras linhas para trazer novas guitarras e encorpar a canção. Talvez por conta de ser responsável pela produção do disco (e apoiado pelo músico Tom Capone), ele sentira-se mais livre para dar sua personalidade ao arranjo.Depois de Renato Russo sussurrar seus reclamações sobre o trabalho, é Trilha quem entra com a cama de acordes sobre a cama de percussão de Bonfá. Um arranjo diferente, com acompanhamento marcial e melódico.
“Longe do Meu Lado“, como dizia Renato, é “a sacarina que Bonfá compõe”, músico também responsável por canções como “Teatro dos Vampiros” e “Vento No Litoral“. Baseado numa frase melódica de teclado, a canção pode não ser a preferida entre as baladas da Legião, pois quase nunca é lembrada, mas traz um bom e simbólico arranjo de cordas para o fiapo de voz do cantor que canta versos como “A paixão quer sangue e corações arruinados e saudade é só mágoa por ter sido feito tanto estrago“. Isso assim, de uma só vez, durante os acordes básicos da canção. Ótima para cortar os pulsos. Don´t try this at home.
“A Via Láctea” foi a canção que dedurou que alguma coisa não ia bem com o músico. A faixa falava sobre “febre”, “tristeza” e “quando tudo está perdido”. Mesmo com este clima tão down, “A Via Láctea” (que era o single) tocou muito nas rádios (antigamente isso era importante). Parecia que a banda queria entregar através da canção o que eles mesmos não tinham coragem de dizer: nosso heroi está morrendo. A canção lembra a estrutura de “Streets of Philadelphia” (Bruce Springsteen), não em relação à harmonia, mas a maneira que privilegia teclados e a voz, que é o fator mais importante da canção, para que fique bem claro o que o cantor está dizendo. Termina com um teminha de violão. Se você quase usou lâminas de aço em “Longe do Meu Lado“, “A Via Láctea” certamente é o epitáfio.
Marcelo Bonfá experimentou muito em “A Tempestade Ou O Livro dos Dias”. Da mesma forma como fizera em canções como “Perfeição” e “O Descobrimento do Brasil“, o músico criou seus arranjos em cima de outros tracks de bateria. O resultado é satisfatório. Especialmente se pensarmos em como o músico toca nos primeiros discos. Em “Música Ambiente” temos uma guitarra wah wah fazendo uma ótima base, violão e uma outra linha de guitarra tocando pequenas frases. Destaque para o clima psicodélico da canção. A letra fala uma coisa (“Não chore por mim”), mas a base é de trance. Por fim mais uma guitarra minimalista de Dado Villa-Lobos.
“Aloha” traz o perfil pela qual Renato Russo ficou mais conhecido em suas letras: as críticas sociais associadas ao romantismo. A forma que o compositor faz referências a si mesmo (ou algum alter-ego) e faz apontamentos para algum grupo social, foi a maneira que fez com que uma geração se identificasse com suas dores e angústias. Em “Aloha” temos mudança de andamento, tom e muitas ironias em vários versos. A canção vai bonita até um fade out que faz com que ela renasça através da virada de Bonfá.
“Soul Parsifal“, uma parceria inédita de Renato Russo com Marisa Monte, não lembra as canções da Legião Urbana. Ela tem muito da estética musical do álbum “Equilíbrio Distante“. A banda utiliza seu setup para executar uma canção que tem melodia que lembra clássicos da Broadway. Ela poderia receber um arranjo mais rico, que combinaria melhor com a harmonia que foge do padrão “Legião Urbana de fazer música” e por isso ser mais caprichada. Nela Renato ainda consegue uma interpretação melhor do que nas demais faixas do disco.
“Dezesseis” é aquela típica canção que acabou meio que uma característica da Legião Urbana. O Renato Russo cronista, contador de histórias quase sempre se fez presente em todos os discos. Embora a música tenha feito um relativo sucesso comercial, não é das grandes canções que a banda já fez. Os fãs mais ardorosos dizem que a faixa tem revelações sobre a própria relação do cantor com sua saúde debilitada, que assim como Johnny, teria se entregue nas curvas perigosas de alguma quadra de Brasília. Vale pela homenagem às bandas que Renato idolatrava: The Beatles, Rolling Stones e Led Zeppelin.
Se “Soul Parsifal” não cabe esteticamente na maneira como a banda ficou conhecida, “Mil Pedaços” é aquele baladão com harmonia mais intrincada e também não muito recorrente na discografia da banda. Seria mais grandiosa se o cantor estivesse em seu melhor momento. Mesmo assim não decepciona, embora tirando o violão (do lado esquerdo do fone), todos os outros instrumentos estejam bastante discretos. Há um cello, um piano e outro violão, emprestando um ar classudo à canção. Merece uma conferida.
“Leila” é de longe uma das canções preferidas dos fãs legionários. A abordagem da Legião está ali. Teclados, baixo, guitarra e a voz de Renato, com uma excelente melodia, entre graves e poucos agudos. A belíssima canção é sensível e tem “ruído” mesmo entre tanta doçura. Diferente do que primava em suas canções, especialmente de início de carreira, aqui a banda se permite sair da “música de elevador” para entrar com uma guitarra rasgando a canção. Marcelo Bonfá que é tido como um baterista de limitada técnica, assim como Ringo Starr em suas contribuições junto ao Fab Four, aqui trabalha sublinhando com classe a canção que aborda “cachorro quente” e “baratas voadoras” num só texto.
“1º de Julho” aparece aqui em sua versão demo. A canção foi feita para cantora Cássia Eller (e gravada em seu terceiro álbum) e o título se dá pela previsão de nascimento do seu filho, Chicão. O registro não parece ser da época da gravação. A voz de Renato está firme e o cantor carioca arrisca em vários momentos a voracidade de outras canções. Temos aqui uma típica canção de MPB, talvez uma das mais bonitas e singelas canções do intérprete. Não se sabe para qual projeto que Renato gravara a canção, mas aqui apenas Trilha e ele estão participando da faixa.
“Esperando Por Mim” é uma canção emblemática deste álbum. Se “A Via Láctea” dedurava a condição do cantor, “Esperando por Mim” é a despedida escrita para família, amigo e fãs. “Hoje eu não estava nada bem, mas a tempestade me distraia. Gosto dos pingos de chuva, dos relâmpagos e dos trovões“. Com versos assim, Renato Russo emociona em uma canção – que teve execução nas rádios cariocas – que é a mais nítida e escrachada baliza de adeus do cantor. Um solo de guitarra baixo (como um grito escondido) é coberto por muitos violões tocados por Dado. É muito difícil não se comover com o clima do arranjo.
“Quando Você Voltar” não é das melhores canções do disco, não pela música em si, mas pelo arranjo que chega ser preguiçoso. Talvez se ganhasse bateria incisiva e uma boa linha de baixo, teria um efeito melhor. É a chamada “dor de cotovelo” com muita dor e bastante cotovelo, não merece maiores comentários e recomendações.
E o disco encerra com “O Livro dos Dias“, uma das melhores e mais bonitas canções do repertório legionário. Com versos quase enigmáticos como “Ausente o encanto antes cultivado, percebo o mecanismo indiferente, que teima em resgatar sem confiança, a essência do delito então sagrado“, a faixa tem um bom arranjo de cordas, um acompanhamento belíssimo de Marcelo Bonfá e a categoria do Renato nas letras que “só” ele poderia escrever. A guitarra de Dado tem a doçura das suas intervenções e o disco fecha com um tremendo ar de despedida.
Menos idolatrada como discos como “Dois” ou “As Quatro Estações“, “A Tempestade ou O Livro dos Dias” traz uma banda vivendo um momento quase traumático pelas inúmeros momentos de nervosismo e tensão que o cantor trazia para o estúdio quando aparecia. Sem imagens oficiais das gravações e dito por seus integrantes como um trabalho difícil de ser feito, a aura do disco revela canções ótimas e ainda relevantes, mesmo que tenha sido em meio a doença que levaria o cantor meses depois. Para ouvir e pensar.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Mais pop e menos peso no novo álbum. Por Rafael Sabarah

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 Que skillet é uma famosa banda crista mundialmente conhecida todo mundo sabe.Indicados
pelo grammy pelos excelentes albuns collide e comatose,e pelo enorme sucesso de awake e
Rise ( O primeiro album conceitual do grupo)Eles deixaram sua marca do rock com suas
letras positivas e pela qualidade de seus shows.
Agora o grupo formado pelo vocalista e baixista Johnn L Cooper,sua esposa e guitarrista/tecladista
Kery Cooper,o segundo guitarrista Seth Morrison e a baterista e backing vocal Jen voltam com o novo disco
Unselead mostrando um lado mais pop e deixando para atrás um pouco do rock deixaram famosos.
Feel Insible começa com o grande peso de todos os instrumentos pena que a voz da Jen foi usado
pouco durante a canção e não como no álbum rise em que os dois tinham uma sincronização perfeita.
Back from dead é uma musica rápida com John cantando ( e muito bem) e burn in the down mostrando
a qualidade que deixaram a banda famosa.
Agora vem a parte mais fraca de quase todo o album,as cançoes Lions,Famous, Saviors in the world e
Watching in comets mostram o lado pop da banda com guitarra e batida eletrônica uma combinação que
não deu certo pois a musicas não encaixavam bem com o vocalista mesmo com os efeitos da voz
Já stars é a famosa balada da banda sempre costuma colocar em seus álbuns a musica é boa com uma linda
mensagem.
Voltando agora com o peso de Out from Heel que é na minha opinião uma das faixas mais pesadas do álbum,cheiode riffs,batida pesada no teclado eles voltam a usar todo peso que eles são conhecidos assim the resistance
e I want to live que lembra muito o awake and alive com o uso dos violinos e da voz finalmente usada da Jen
Os fás mais fanáticos da banda vão achar esse álbum menos pesado ( apesar de ter algumas boas) isso não tira o sucesso da banda
E vcs o que vcs acharam dessa resenha foi a primeira que eu fiz
Deixem a sua opinião para que possa melhorar.

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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Vintage Trouble: uma das melhores bandas da atualidade

Quando ainda estudava ensino médio e ouvia praticamente apenas New Metal (sim), um dos meus professores gostava de rock. E claro, fizemos aquela amizade instantânea que só esse estilo pode proporcionar. Claro que eu não gostava das bandas que ele ouvia, nem ele das minhas, mas um dia ele me disse algo que me marcou até hoje: ” Cara, o verdadeiro rock ‘n’ roll é aquele feito por quatro integrantes: um na bateria, um no baixo, um na guitarra e um no vocal.” Logicamente, não dei ouvidos ao que ele disse, já que achava Slipknot a coisa mais maravilhosa do mundo musicalmente. Hoje, dez anos depois, guardo essas palavras e as uso como meu mandamento principal na “bíblia do rock”. E o Vintage Trouble é a personificação daquela expressão.
Formada por Ty Talor nos vocais, Nalle Colt na guitarra, Rick Barrio Dill no baixo e Richard Danielson na bateria; a banda ficou famosa depois de abrir shows dos Rolling Stones, e faz parte dessa safra talentosa de bandas que buscam fazer um som com influências das décadas de 60/70. Seu álbum de estreia, The Bomb Shelter Sessions de 2011 é uma explosão de boa música. Mesmo referenciando bandas surgidas há mais de 40 anos, o Vintage Trouble olha mais pra frente do que pra trás. E melhor, a banda não se esconde atrás de suas influências e sua música não soa empoeirada, como o nome da banda pode sugerir.
O Som é uma mistura de rock, Funk, soul e uma pitada de blues. O que mais impressiona é a forma como essa intersecção soa orgânica e natural. Não é preciso solos mirabolantes, letras super inspiradas ou passagens complexas. O combustível do Vintage Trouble são o groove e o feeling, e com isso eles vão longe. The Bomb Shelter Sessions possui dez faixas e na audição o ouvinte tem a sensação de estar vivendo uma grande festa. Desde o início com Blues Hand me Down, que mais parece um vulcão em erupção; passando pelas dançantes Jezzebella e Nancy Lee; até o fim com a balada blues super sentimental Run Outta You, o disco segue em altíssimo nível.
O Vintage Trouble faz uma música simples, porém sincera e espirituosa. É rock 'n' roll na sua mais pura essência vindo de uma banda que promete não parar de crescer.
Tracklist:
1.Blues Hand Me Down 3:45
2.Still and Always Will 3:23
3.Nancy Lee 3:41
4.Gracefully 3:38
5.You Better Believe It 4:10
6.Not Alright By Me 3:20
7.Nobody Told Me 4:36
8.Jezzebella 4:00
9.Total Strangers 3:34
10.Run Outta You 8:13
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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Lóchrann: ouça álbum brasileiro de folk metal

Na tradução literal "Lóchrann" significa lampião, lamparina e/ou tocha, mas o termo em si tem um valor histórico muito mais rico e belo. Na época em que a Irlanda era dominada pelos Ingleses, qualquer pessoa encontrada pelos soldados invasores caminhando pelas ruas após certa hora era presa. Essa foi uma medida tomada pelo exército inglês para conter os rebeldes irlandeses que lutavam nos campos durante o dia e voltavam para casa ao anoitecer. Algumas casas eram refúgios para esses jovens rebeldes irlandeses que lutavam pela liberdade de seu país. Essas casas possuíam um tipo especifico de lampião pendurado na sacada chamado: Lóchrann.
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Formada em 2007 a banda trouxe como uma de suas principais influências a fantasia, cultura antiga, e melodias tradicionais provenientes das regiões de domínio celta, como a antiga Irlanda, Gália e Escócia, dentre outras.
Utilizando instrumentos tradicionais como o bandolim, tin whistle, flautas, violino e bodhrán, a banda promove um reencontro com a musicalidade presente na era pagã incorporando o peso do Rock e do Heavy Metal para criar seu som.
Em março, a banda lançou seu primeiro álbum: TownsFolk, que teve a capa ilustrada por John Avon. O álbum conta com a participação dos músicos: Rafael Penna, Rogerio Malgor, Talita Harumi, Tom Englund, Sebastian Jensen, Cauê Pittorri, Renan Alonso e Ricardo Amaro.

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Em Fortaleza, Scorpions levanta público com hard rock e emociona com grandes sucessos


Foto: Rômulo Lima Jr.
Foto: Rômulo Lima Jr. (blog Ceará & Rock)

Espetáculo! É dessa forma que defino a passagem do Scorpions por Fortaleza. Me permito usar o termo espetáculo também como adjetivo, nesse caso, não apenas como substantivo, como diz o dicionário. O show, que ocorreu na noite desta quinta-feira, 8, na Arena do Centro de Formação Olímpica, contou com um público de cerca de 12 mil fãs, que lotaram o espaço e foram fundamentais para tornar a noite histórica.
Restando poucos segundos para as 22 horas, apagam-se as luzes das arquibancadas, o som do ambiente é desligado e, como nos melhores espetáculos, uma cortina cai e os grandes atores surgem simetricamente distribuídos no palco. Da esquerda para a direita: Pawel Maciwoda (baixo), Rudolf Schenker (guitarra), Klaus Meine (voz) e Matthias Jabs(guitarra). Além do baterista Mikkey Dee (ex-King Diamond, Motörhead e Helloween), posicionado mais atrás, num espaço elevado do palco.
Já levantando o público, a primeira música do setlist foi “Going Out With a Bang”, do mais recente lançamento da banda, o “Return to Forever” (2015). A segunda canção foi “Make It Real”, que abria o disco “Animal Magnetism” (1980); durante a execução, os telões de led estamparam a bandeira do Brasil, deixando o cenário do palco inteiramente verde e amarelo. Ao final, Meine se dirigiu ao público pela primeira vez, e em português: “Boa noite, Fortaleza! Tudo bem?”

Foto: Rômulo Lima Jr. (blog Ceará & Rock)
Foto: Rômulo Lima Jr. (blog Ceará & Rock)

O repertório seguiu levantando o público com “The Zoo” (Animal Magnetism), onde o guitarrista Matthias Jabs fez um belo solo utilizando o talk box, o instrumental “Coast to Coast”(Lovedrive, de 1979), em que Klaus Meine também tocou guitarra, e o medley com as canções “Top of the Bill” (In Trance, 1975), Steamrock Fever (Taken by Force, 1977),Speedy’s Coming (Fly to the Rainbow, 1974) e Catch Your Train (Virgin Killer, 1976). Durante o medley, uma bandeira do Brasil foi jogada no palco, Meine a pegou e enrolou em seu corpo.
Na sequência, mais uma do novo disco: a forte “We Built This House” (Return to Forever), que tem um refrão marcante e onde o público cantou forte os trechos de “Ooooooooo…”; depois, um novo instrumental, com “Delicate Dance” (MTV Unplugged in Athens, 2013), com destaque para o solo de Matthias e a presença de um outro guitarrista de apoio. A música serviu como um momento mais dançante para o público e para que o vocalista Klaus Meine se preparasse para o que viria a seguir.
Retornando ao palco, Klaus Meine caminha pela passarela localizada no centro do palco e vai até a ponta dela; Matthias Jabs e Rudolf Schenker trocam suas guitarras por violões e se juntam ao vocalista, assim como o baixista Pawel Maciwoda e o baterista Mikkey Dee, substituindo as baquetas, ferragens e pratos por um Cajon. Chega um dos momentos mais marcantes da noite: a sessão acústica, que incluiu as canções Always Somewhere (Lovedrive),Eye of the Storm (Return to Forever) e Send Me an Angel (Crazy World, 1990), ficou ainda mais incrível com a participação de todo o público, que, com a iluminação de palco apagada, acendeu as luzes dos celulares e criou um cenário espetacular em toda a arena.

Foto: Rômulo Lima Jr. (blog Ceará & Rock)
Foto: Rômulo Lima Jr. (blog Ceará & Rock)

A emoção permanece no show, pois a música seguinte é um dos maiores sucessos e bastou um pequeno assobio, para que todos os presentes reconhecessem a clássica “Wind of Change” (Crazy World), mais um belo momento para que os casais presentes explicitassem o amor; os refrãos finais da canção foram cantados a capela pelo público. Após as baladas, chega a hora de fazer os fãs saírem do chão novamente, com “Rock ‘n’ Roll Band” (MTV Unplugged in Athens) e o clássico “Dynamite” (Blackout, 1982).
Chega então mais um momento muito marcante do show. Klaus Meine apresenta o baterista Mikkey Dee, relembrando que ele fez parte do Motörhead, banda liderada pelo lendárioLemmy Kilmister, que morreu no final de 2015. Meine falou sobre o Lemmy, a quem ele chamou de grande amigo, e ouviu todo o público gritar “Lemmy, Lemmy…”. Ele, então, anunciou uma homenagem, que seria um grande clássico do Motörhead: “Overkill”, do disco que recebe o mesmo nome, lançado em 1979. Durante toda a execução da música, imagens de Lemmy eram reproduzidas no telão. O público delirou com a homenagem.

Foto: Rômulo Lima Jr. (blog Ceará & Rock)
Foto: Rômulo Lima Jr. (blog Ceará & Rock)

O show seguiu com um momento mais voltado aos ex-membros do Motörhead, mas dessa vez o destaque seria o próprio Mikkey Dee, com um super solo de bateria, que durou alguns bons minutos e, já no final, a cada batida no bumbo, uma capa de disco do Scorpions aparecia no telão. Na volta do resto da banda ao palco, destaque para a guitarra de Schenker, que tinha uma espécie de escapamento de moto, saindo fumaça. E a banda retornou com mais um clássico, a faixa-título do disco “Blackout”, levantando os fãs.
O show seguiu bastante agitado com mais uma canção no estilo rock clássico, “No One Like You” (Blackout), que foi seguida da ótima “Big City Nights” (Love at First Sting, 1984), que explodiu o público na Arena, principalmente em seu final, quando todos os instrumentos pararam, deixando apenas a bateria e o público cantando “Big city, big city nights”. O relógio marcava 23h30min, quando toda banda se reuniu e despediu-se do público cearense. Os fãs, com muita energia e animação, não se mexeram e aguardaram um bis, aos gritos de“Scorpions, Scorpions…”

Foto: Rômulo Lima Jr. (blog Ceará & Rock)
Foto: Rômulo Lima Jr. (blog Ceará & Rock)

Poucos minutos depois, o Scorpions volta ao palco e apenas duas notas tocadas na guitarra levam os fãs ao delírio. Era a introdução de “Still Loving You” (Love at First Sting), mais uma das principais baladas da banda. Era mais um momento oportuno para os mais apaixonados, que cantaram os refrãos com muita intensidade. O momento mais calmo logo acabaria para dar espaço àquela que seria a última música da noite. E é obvio que um show do Scorpions não poderia acabar sem “Rock You Like a Hurricane” (Love at First Sting), que fez o Centro de Formação Olímpica tremer e deixando mais um refrão forte para o público cantar. Eram 23h45min. Era hora de se despedir.
Uma das melhores bandas de rock do mundo, com 50 anos de trajetória e se comportando como jovens no palco; uma super organização, oferecendo boa estrutura para banda, público e imprensa; e um público memorável, que praticamente lotou a Arena do Centro de Formação Olímpica e participou efetivamente da apresentação, deixando o espetáculo ainda melhor! Esses são alguns dos ingredientes de mais uma noite marcante para os roqueiros cearenses, que apenas em 2016 já puderam ver shows de Iron Maiden, Anthrax, Megadeth eScorpions. Além da banda de pop rock Maroon 5. Podem mandar o Metallica, Slayer,Black Sabbath… O Ceará tem capacidade pra receber essas bandas e quaisquer outras bandas.
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Lothlöryen: Uma aula de História com trilha Power/Folk Metal

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Após passados três anos do lançamento de “Raving Souls Society” (2012), eis que os mineiros do Lothlöryen retornam com “Principles Of A Past Tomorrow”, seu quarto álbum de estúdio.
Para os que não conhecem, a banda executa um Folk Metal com algumas variações ao Power Metal, o que transforma a energia do álbum em uma jornada com requintes de sonoridade únicos.
O nome Lothlöryen é baseado na floresta élfica que se destaca no mundo fictício de Arda, na história de Senhor dos Anéis, do renomado escritor J.R.R. Tolkien.
Iniciando a audição da obra, temos “A Journey Begins”, que traz um prelúdio da jornada que o disco pretende abranger, mostrando a atmosfera Folk, com um belo trabalho de violões, que além de emocionante , empolga o ouvinte.
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Adiante na audição, temos “Heretic Chant”, que inicia com uma excelente linha de violino, que traz aquele sentimento de transcendência, fazendo com que o ouvinte sinta-se na Idade Média.
Esta composição traz a parte lírica abrangendo parte da história de Giordano Bruno, teólogo, filósofo, escritor e frade dominicano italiano condenado à morte na fogueira pela Inquisição romana por defender a tese da união do ciência e do oculto, propondo a unicidade do Universo, simplificada pelas vibrações de energia pulsante, foi censurado pelo clero que condenou seu Canto Herético.
Prosseguindo temos “The God is Manny” que logo de começo já mostra um essencial trabalho de teclados que abre a harmonia, unindo-se as guitarras que dão um bom contraste, trazendo uma característica única à sonoridade. Dando continuidade à faixa anterior, esta trata-se também de Giordano Bruno, porém mostrando a parte de sua teoria que se baseia na tese que o Universo e tudo que o compõe em sua totalidade resultam a Deus e nós como parte Dele também.
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Seguindo temos “Time Will Tell”, que mostra uma trabalho belíssimo de guitarras acústicas que ao longo da faixa enaltece com o magnífico trabalho de teclados e voz, remetendo muito a grandes influências do gênero sendo um exemplo destas Blind Guardian e Rebellion. Nesta aborda-se o final da jornada de Giordano B., que defendeu sua tese até ser queimado na fogueira, sendo incorruptível em seus ideais e acreditando que o tempo o absolveria, dando total crédito a seus estudos.

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Continuando a audição desta jornada épica, temos destaque em “Night is Calling”, “The Convict”, e “The Quest is On”, esta última sintetizando os mares de pensamentos que o teólogo teve após condenado, remetendo às lembranças de quais foram os principais motivos de seu início aos estudos e ao conhecimento, sendo a principal causa, a arte de questionar, além de haver a possibilidade de achar-se uma resposta, após resolvida, esta pode gerar um novo questionamento, tendo assim um ciclo de conhecimento que jamais pode ser encerrado.
Ainda destaca-se o questionamento do cientista Carl Sagan na faixa “Who Made The Maker”, esta que traz apenas uma intro com a seguinte pergunta : “A pergunta chave, ainda não respondida ou talvez irrespondível , seja : De onde vem essa energia da matéria? O que havia antes disso? E se, se auto criou do nada, quem o criou? E quem criou o Criador?”.
Recomendável para fãs de Folk/Power Metal, que além de uma jornada sonora, terão uma excelente e cativante aula de história em sua audição.
Faixas :
1. A Journey Begins
2. Heretic Chant
3. God Is Many
4. Time Will Tell
5. Manipulative Waves
6. Night Is Calling
7. And Dowland Plays
8. The Convict
9. The Quest Is On
10. Who Made the Maker?
11. The Law & the Insider
12. Wavery Time
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Formação
Vocal: Daniel Felipe
Guitarra: Leko Soares
Guitars: Tim Alan Wagner
Bass: Marcelo Godde
Bateria: Marcelo Benelli
Teclados: Leo Godde
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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Rebotte: Metalcore agressivo, variado e de muita qualidade

A começar pelo material de divulgação do EP "Insurgência", lançado em uma bela edição digipack, e trazendo um flyer bem completo com as informações sobre a banda, é perceptível um grande profissionalismo do REBOTTE, banda de São Paulo, capitaneada pela vocalista Livia Almeida e pela baterista Ellen War, e que conta ainda com Bruno Abud e Vitor Acácio nas guitarras, Robin Gaia no baixo e Santiago Soares nos samplers.
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E embora trazendo diversas influências, o som da banda pode ser classificado como um metalcore agressivo e pesadíssimo, com ótimas variações rítmicas, bom gosto nos arranjos, e melodias muito bem encaixadas.
Muito bem produzido, o EP nos traz cinco faixas (sendo uma introdução) muito legais, transbordando atitude e brutalidade, remetendo a nomes como SUICIDE SILENCE, JOHN WAYNE e PROJECT46, e mesmo não sendo nada inovador (todos os clichês do estilo estão lá, como groove, peso avassalador, solos melódicos, vocais variando entre o gutural/agonizante/melódico, etc.), , é muito bem feito e executado.
As letras em português também são bem legais, tendo a banda como lema "Viva. Sobreviva. Vença".
Todas as faixas mantém a qualidade, mas "Cicatrizes" e "Existência" se destacam por serem as que mais chamam a atenção logo na primeira audição, em especial por serem bem marcantes e intensas.
Um ótimo banda, que certamente cairá nas graças dos fãs das vertentes mais modernas e agressivas do metal, e que se mostra pronta para lançar um disco completo. Aguardemos.















Insurgência - Rebotte
(Independente - 2016)
01.Insurgência
02. Cicatrizes
03. Discórdia
04. Amanhecer
05. Existência
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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Alvocore: Leo deixa a banda seria esse o fim?

A banda Alvocore publicou nessa sexta-feira em sua pagina oficial do facebook  a seguinte mensagem:


Hey manos e manas, tudo bem com vocês?

Primeiramente gostaria de agradecer o carinho e apoio de todos vocês!
Foram mais de 5 anos de muita correria, aprendizado, risadas e shows inesquecíveis.

Obrigado por colarem nos shows, por cantarem cada música comigo, obrigado pela amizade, obrigado por fazerem do meu sonho realidade.
Hoje quero dizer que estou oficialmente fora da Banda. Foi uma decisão difícil, mas as "coisas mudaram" e surgiram novos sonhos que desejo alcançar.

Agradeço também:

> todos os integrantes que já passaram pela Alvocore e ajudaram para a evolução da banda.

> as bandas que fizeram os corres com a gente.

Todo sucesso do mundo para os integrantes remanescentes (Fernando, Estimo e Fish).

Bola pra frente!

Fernando Brasil, muito obrigado pela força, pela amizade, por ter acreditado em tudo isso, por ter confiado em mim, por ter compartilhado esse sonho comigo, pelas composições que fizemos, pelas risadas, pelos conselhos, pela ajuda, por ter virado um irmão pra mim. Sem você, não teria conseguido ter chegado até aqui com a banda. Sei do que é capaz e sei que pode ir muito mais além. Toda sorte do mundo. Tamo junto sempre!

Obrigado Alvocore! Tenho certeza que tudo que passamos está gravado na alma e jamais será apagado.

"Criei então um lugar pra descansar
Pensei que não teria forças pra lutar
Tenho que ter as vezes tempo pra sonhar
As vezes TEMPO PRA SORRIR" (8)

Precisar, só chamar!

Foto tirada pelo mestre Carlos Henrique! Obrigado por todo corre mano.

#GoAlvo
#GoAlvocore
#HastaLaVista

Ass: Leonardo Ferraz
 —  sentindo-se agradecido.


Como muitos sabem a banda foi fundada por Leonardo e Fernando, com essa saída seria o começo de uma nova formação ou o fim da banda? 


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